Ibama aplica multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras por vazamento de fluido na Foz do Amazonas
07/02/2026
(Foto: Reprodução) Ibama aplicou multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras após vazamento de fluido.
Jornal Nacional/ Reprodução
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras após a descarga de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa no mar. O incidente ocorreu em 4 de janeiro de 2026, a partir da instalação Navio Sonda 42 (NS-42), que operava na Bacia da Foz do Amazonas. Apesar da multa, a atividade foi retomada no local.
Segundo o Ibama, o material é uma mistura oleosa utilizada em atividades de exploração e produção de petróleo e gás. A substância contém componentes classificados como de risco médio para a saúde humana e para o ecossistema aquático, conforme a Lei nº 9.966/2000 e a Instrução Normativa nº 14/2025.
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A autuação foi lavrada pelo Centro Nacional de Emergências Ambientais e Climáticas (Ceneac), da Diretoria de Proteção Ambiental (Dipro). A Petrobras tem prazo de 20 dias para pagar a multa ou apresentar defesa administrativa.
Atividade retomada
As atividades no local foram retomadas nesta semana, autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo a agência Reuters, o órgão impôs uma série de condicionantes para a concessão de licenças de exploração, adotando critérios rigorosos.
Em entrevista à Reuters nesta sexta-feira (6), o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, disse que o órgão adota critérios extremamente rigorosos para conceder licenças de exploração, pois, embora acidentes possam ocorrer, os planos de gerenciamento são elaborados para minimizar ao máximo situações como esta.
"É aquela coisa, você tem o extintor na parede, mas não quer que tenha um incêndio", comparou ele, ao avaliar que a região da Foz do Amazonas é "mais sensível" porque, mesmo estando em alto mar, tem áreas de corais e manguezais na costa", contou à imprensa britânica.
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O que diz a Petrobras
Ao g1, a Petrobras informou que recebeu o auto de infração e que vai tomar as providências cabíveis. A empresa reiterou que o fluido descarregado é biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico, conforme a Ficha de Dados de Segurança do produto. Ainda segundo a estatal, o material atende a todos os parâmetros exigidos pelo órgão ambiental e “não gera qualquer dano ao meio ambiente”.
Sobre o vazamento de fluido
A Petrobras informou em 6 de janeiro que interrompeu a perfuração na Foz do Amazonas após identificar a perda de fluido em duas linhas auxiliares — tubulações de apoio que ligam o navio-sonda ao poço Morpho. O local fica a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
Segundo a estatal, o vazamento foi identificado no dia 4 de janeiro e imediatamente contido. A operação tinha sido interrompida para que as tubulações fossem levadas à superfície, avaliadas e reparadas.
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