Menino de 3 anos morto pelo pai por não dar 'bom dia' já foi afastado da família em SC após denúncias

  • 11/07/2026
(Foto: Reprodução)
Mãe de menino de 3 anos morto após ser espancado pelo pai também é presa Oliver Golden Grayson, menino de 3 anos morto após ser espancado em Viamão (RS), já havia sido afastado dos pais quando a família morava em Santa Catarina. Em março de 2025, o Ministério Público Catarinense (MPSC), o Conselho Tutelar e a Polícia Militar interviram na residência após denúncias anônimas de vizinhos sobre agressões físicas. 🔴 Segundo a Polícia Civil, o menino teria sido espancado pelo próprio pai, Dandre Jermaine Grayson, em Viamão. O missionário norte-americano confessou o crime e está preso desde domingo (5). Em depoimento à Polícia Civil, ele disse que a motivação para as agressões foi o filho não ter lhe dado "bom dia". ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Família morou em Santa Catarina Nesta semana, o MPSC revelou que a família chegou a morar em Palmitos, no Oeste de Santa Catarina, em 2025. Na época, moradores da cidade denunciaram supostas agressões físicas contra um dos filhos do casal Dandre e Mayanna Angelina Rodgers. Durante a inspeção, o Conselho Tutelar, acompanhado da Polícia Militar e do Promotor de Justiça da Comarca de Palmitos, foram até a residência da família para verificar a situação, porém não encontraram marcas de violência no corpo da criança. Os técnicos registraram que os filhos estavam saudáveis, bem vestidos e em um ambiente higiênico. Crianças foram afastadas dos pais por três meses em SC Apesar da ausência de provas físicas imediatas, as denúncias e a existência de registros anteriores contra a família em outro estado fizeram com que os órgãos protetivos optassem, por cautela, pelo acolhimento institucional das crianças. O afastamento durou cerca de três meses. Durante o período, avaliações feitas por psicólogos e duas assistentes sociais forenses concluíram que os pais tinham condições psíquicas de manter a guarda e que não havia elementos para confirmar os maus-tratos. “Em complemento, um relatório elaborado pelo Serviço de Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Município registrou que, durante as visitas assistidas, as crianças demonstravam forte vínculo afetivo com os pais, procurando abraçá-los, conversar e brincar com eles, além de manifestarem o desejo de retornar ao convívio familiar. O documento concluiu que, naquele momento, não havia indícios de maus-tratos nem de que as crianças estivessem em situação de risco”, destacou o MPSC. Com base nesses laudos, a Justiça determinou o retorno das crianças ao lar em junho de 2025. O acompanhamento continuou pela assistência social, sem novas ocorrências registradas. Após a família se mudar para o Rio Grande do Sul, dois meses depois, o MPSC solicitou a transferência do procedimento protetivo para a Vara da Infância e da Juventude de Viamão (RS) para que a fiscalização continuasse no local. Pai confessou crime De acordo com a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, substituta na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e responsável pela investigação, o pai relatou ter dado socos no peito e no abdômen da criança, além de ter batido a cabeça do menino contra o chão. O crime aconteceu no distrito de Águas Claras, onde a família mora. O g1 tenta contato com a defesa de Grayson, mas não havia localizado até a última atualização desta reportagem. O menino estava internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre e morreu na noite de quarta-feira (8). O próprio agressor levou o menino até o hospital de Viamão no domingo (5). Devido à gravidade dos ferimentos, a criança foi transferida para a capital. Ao constatar as múltiplas lesões, a equipe médica acionou o 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O norte-americano foi preso em flagrante no hospital. Na segunda-feira (6), durante audiência de custódia, a Justiça determinou a prisão preventiva. Na última quinta-feira (9), Mayanna Angelina Rodgers, mãe de Oliver também foi presa preventivamente por omissão. Em nota, a defesa de Mayanna diz que ela "é vítima e se encontrava em estado de grave vulnerabilidade no contexto de violência doméstica, física, emocional e espiritualmente". A mulher tem pais norte-americanos e nasceu no Japão. Portanto, tem dupla cidadania (Leia o posicionamento completo abaixo). Segundo as autoridades, a família vive no Brasil há nove anos e havia se mudado para Viamão há cerca de oito meses. LEIA TAMBÉM Órgãos de menino de 3 anos que morreu após ser espancado pelo pai são doados 'O Estado falhou', admite prefeito de Viamão sobre missionário preso por espancar filho Oliver Golden Grayson tinha 3 anos Arquivo pessoal O que diz a mãe da criança "A defesa de Mayanna Angelina Rodgers está colaborando com as autoridades, permanecendo a disposição da justiça para esclarecimentos dos fatos. Consigna que a constituinte é vítima e se encontrava em estado de grave vulnerabilidade no contexto de violência doméstica, física, emocional e espiritualmente, circunstâncias estas que merecem apuração cuidadosa e técnica, sem qualquer julgamento antecipado. A defesa confia no devido processo legal, contraditório e ampla defesa, nos termos da Constituição Federal, reafirmando que apenas a ampla instrução processual permitirá a correta apuração dos fatos. Por respeito a memória da criança e ao sigilo das investigações não serão fornecidas outras informações. Isabel Cochlar – OAB/RS 71.415 Juliana Braun Martins OAB/RS 103.017 André von Berg - OAB/RS 44.063". VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/07/11/menino-3-anos-morto-pai-por-nao-dar-bom-dia-afastado-familia-em-sc.ghtml


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