Praga mortal ressurge em gado nos EUA após 60 anos

  • 06/06/2026
(Foto: Reprodução)
Imagem de uma mosca-da-bicheira (Cochliomyia hominivorax). Departamento de Agricultura dos EUA. A mosca-da-bicheira, praga erradicada há 60 anos nos Estados Unidos, voltou a atingir o gado norte-americano nesta semana, após o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) registrar dois casos da doença. A primeira ocorrência foi detectada na quarta-feira (3) em um bezerro de três semanas, no condado de Zavala, no Texas. Dois dias depois, o governo americano confirmou um segundo caso, localizado a cerca de 9 quilômetros do primeiro foco, em um bezerro de um mês. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A mosca-da-bicheira do Novo Mundo é considerada uma das pragas mais destrutivas da pecuária. As fêmeas depositam ovos em feridas abertas de animais de sangue quente, e as larvas que emergem passam a se alimentar de tecido vivo. Diferentemente da maioria das moscas, cujas larvas consomem matéria em decomposição, a mosca-da-bicheira ataca carne viva e saudável, ampliando as lesões e podendo causar infecções graves. O ressurgimento da praga acontece em um momento delicado para a pecuária dos EUA, que viu o seu rebanho dimininuir ao menor nível em 75 anos no ano passado, após secas intensas e aumento nos custos de produção. Esse cenário fez os preços da carne bovina dispararem no país. “Todos os modelos indicavam que a mosca-da-bicheira entraria no país em 2025. No entanto, graças ao trabalho de toda a administração Trump [...] conseguimos ganhar tempo para este momento”, afirmou Dudley Hoskins, subsecretário de Programas de Marketing e Regulação. “O USDA investiu fortemente nas ferramentas necessárias para eliminar a NWS desde que os casos começaram a aumentar na América Central e no México. Os Estados Unidos já derrotaram essa praga antes, e faremos isso novamente.” UE oficializa veto à carne do Brasil a partir de setembro Sem a União Europeia, Brasil pode deixar de exportar quase US$ 2 bilhões ao ano em carnes Trump acusa Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isenta carne bovina de nova tarifa Medidas de contenção O governo americano está adotando uma série de medidas para conter a praga, como a criação de uma zona de contenção e a ampliação da liberação de moscas estéreis para evitar a propagação da praga. Segundo o USDA, as larvas da mosca-da-bicheira podem infestar animais de produção e outros animais de sangue quente, incluindo, em casos raros, seres humanos. "Embora seja incomum em humanos, qualquer pessoa que observe uma lesão suspeita ou suspeite de infestação por bicheira deve procurar atendimento médico imediatamente". Os moradores da região afetada estão sendo orientados a examinarem animais de estimação e rebanhos em busca de sinais da praga. "É importante observar feridas com secreção, aumento de tamanho ou sinais de desconforto. Também é recomendado procurar por larvas e ovos da mosca em aberturas naturais do corpo, como nariz, orelhas, órgãos genitais e o umbigo de animais recém-nascidos", orientou o órgão. "Caso haja suspeita de infecção por bicheira, o produtor deve entrar em contato imediatamente com a autoridade estadual de saúde animal ou com um veterinário do USDA responsável pela região", destacou. O governo americano ressaltou que o abastecimento de alimentos nos Estados Unidos "permanece seguro". "A mosca-da-bicheira não infesta carne, frutas, vegetais ou outras fontes de alimento", destacou.

FONTE: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2026/06/06/praga-mortal-ressurge-em-gado-nos-eua-apos-60-anos.ghtml


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