Venda de passagens aéreas para o carnaval de SP tem alta de 11%, diz Embratur

  • 05/02/2026
(Foto: Reprodução)
Venda de passagens aéreas para o carnaval de SP tem alta de 11% A venda de passagens aéreas para o carnaval de São Paulo cresceu 11% em relação ao ano passado, segundo a Embratur. O aumento reflete a força da festa na capital, que atrai tanto quem vem curtir os blocos de rua quanto quem desfila na Avenida, e impulsiona setores como hotelaria, serviços e turismo. No Sambódromo do Anhembi, a preparação começa bem antes dos dias oficiais de desfile. A empresária Angel Pereira já está “toda trabalhada no brilho” para viver o sexto carnaval como destaque da Mocidade Alegre. No topo do carro alegórico, ela desfila com uma fantasia de grandes proporções — e, para dar conta da logística, repete um ritual que virou regra. “Eu me hospedo já na quinta. Eu desfilo no sábado, e na quinta eu já me hospedo para já entrar aí numa concentração”, conta. “As minhas roupas são muito grandes. E são pesadas. Então eu não teria como me vestir em casa.” O hotel escolhido por Angel fica ao lado do Sambódromo e está completamente lotado há um mês. Os 780 quartos foram reservados com antecedência, e, por enquanto, só há vagas disponíveis para o desfile das campeãs. Aos poucos, o espaço vai ganhando cara de carnaval para receber cerca de 1.500 hóspedes, além de milhares de pessoas que circulam pelo local durante os dias de desfile. Segundo a gerente-geral do hotel, Daniela Pereira, o movimento extrapola os quartos ocupados. Foliões curtem o bloco Bicho Maluco Beleza, com Alceu Valença, no pré-carnaval de SP Roberto Sungi/Ato Press/Estadão Conteúdo “Nós temos uma média de 6 mil pessoas circulando, entre escolas de samba, foliões, pessoas que querem estar nesse meio de carnaval, assessor, cabeleireiro, maquiador, é muita gente circulando”, afirma. O crescimento do carnaval paulistano vem batendo recordes de público ano após ano, e o setor hoteleiro acompanha essa expansão. De acordo com a Associação da Indústria de Hotéis do Estado, a expectativa é de uma taxa de ocupação de 50% na capital em 2026 — cinco pontos percentuais acima do registrado no ano passado. Além do público que vai ao Sambódromo, a cidade recebe uma multidão que toma as ruas nos desfiles dos blocos. No ano passado, foram 16,5 milhões de foliões nos oito dias de carnaval. Desse total, 1,5 milhão eram turistas, segundo a SPTuris. Para receber tanta gente, a organização envolve uma operação de grande porte. Na sede da SPTuris, um calendário de grandes dimensões destaca os principais corredores por onde passam os maiores blocos da cidade. O evento mobiliza diferentes áreas do poder público, do planejamento urbano à saúde. “O folião tem que ir lá se divertir, os organizadores dos blocos têm que proporcionar um grande lazer, cultura e arte pra esse folião, e nós, como poder público, temos que garantir que isso aconteça da melhor forma possível”, diz o presidente da SPTuris, Gustavo Pires. “Seja pelo acesso, seja pela segurança — então seguranças privados fazerem revista para entradas nos blocos. Isso é fundamental para proteger de uma questão de vidro, possibilidade de alguém se machucar. Secretaria de Saúde atuando muito bem, com postos médicos para qualquer eventualidade”, completa. “Acho que isso cabe ao poder público, assim como hidratação, entre vários outros pontos, para que a gente tenha uma grande festa, que, para além de muito lazer, traga muita segurança e conforto para quem vai se divertir.” O impacto do carnaval também se traduz em geração de empregos temporários. Para dar conta da ocupação total, o hotel próximo ao Sambódromo contratou quase 200 pessoas. Entre elas está Juliano Joshua Vieira de Freitas, o mais novo estagiário da recepção, que encara seu primeiro carnaval no trabalho. “É um pouco desafiador. Para mim é a primeira vez trabalhando no carnaval, e especificamente na área de recepção. Então é tudo muito novo, se adequar a isso”, afirma. “O carnaval de São Paulo, ele é, por natureza, muito grande, então é uma novidade que eu estou aqui para experienciar. Ainda não sei dizer com toda certeza. Acho que estou pronto, mas a gente vai descobrir na hora.” Guias de turismo bilíngues Além da estrutura de segurança, saúde e transporte, a Prefeitura de São Paulo montou uma operação especial de acolhimento para turistas e foliões. Ao todo, 2.875 guias de turismo vão atuar durante o carnaval paulistano, nos circuitos de rua, no Sambódromo, em estações de metrô, no Terminal Rodoviário do Tietê e no Aeroporto de Congonhas. A iniciativa faz parte da Ação de Apoio ao Turista, programa que disponibiliza guias bilíngues nos principais eventos do calendário estratégico da cidade. Eles orientam o público sobre horários dos desfiles, localização de banheiros, acesso ao transporte público e outros serviços. Neste ano, serão 2.249 guias nos circuitos de carnaval de rua: 150 nos desfiles do Grupo Especial e das Campeãs, no Sambódromo; 60 no Terminal Rodoviário do Tietê e no Aeroporto de Congonhas; 384 em estações de metrô próximas aos eventos, como Vila Madalena, Sé, República, Anhangabaú, Barra Funda e Consolação. Segundo dados do Observatório de Turismo e Eventos, mais de 30% do público do Carnaval de Rua de São Paulo participou da festa pela primeira vez. Além disso, 16,5% dos foliões eram turistas. Nos desfiles das escolas de samba, 30% do público veio de fora, sendo mais de 20% da região metropolitana e do interior do estado.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/carnaval/2026/noticia/2026/02/05/venda-de-passagens-aereas-para-o-carnaval-de-sp-tem-alta-de-11percent-diz-embratur.ghtml


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